quinta-feira, 23 de junho de 2016

Eu quando danço

Tem certas presenças que não se diluem com o tempo.

Aquela que vibra dentro da música, de cada nota, de cada tom, de cada melodia tocada...

O corpo quer dançar, não pra alguém, mas pra vida, quase uma celebração à vida.

A alma dança, não sei se porque já nasceu dançarina, ou se porque foi contaminada durante a vida..

Mas não adianta.

É fechar os olhos ou estar sozinha pra imaginar coreografias várias e tentar dentro do meu limite físico de espaço e de elasticidade corporal alguns movimentos arriscados de livre, firme e pura expressão.

São coisas que só quem sente sabe.

Não é descritível. 

É como se você vivesse a voz do outro, a energia, a vibração do outro.

É como se entrasse na energia das vibrações da voz ou do instrumento que o outro toca.. te toca.

É como as linhas imaginárias puxassem o corpo como nos exercícios de projetos com pessoal de cênicas, só que as linhas são várias, vem de dentro, estão presas ao universo! É como se explodisse além da carne, além do som e além de toda e qualquer energia.

Você se torna energia.

Você vibra o que o som te faz vibrar, o mesmo ritmo, o mesmo movimento...

Você dança.