terça-feira, 14 de julho de 2015

A página em branco

"E eu me pergunto o que é que eu sou
Vai ver eu não sou mesmo nada
E eu me pergunto o que é que eu fiz
Vai ver eu não fiz mesmo nada
Eu penso tanto em desistir
Mas afinal, não ganhei nada"

Aquele que foi pra nunca mais...
Quem dizia que era tudo mas tratava como se fosse menos que nada.

Não fiz nada que deveria..
Eu só queria.. E me impedia, estadia: prisão

A vontade de durar me perseguia
Não conseguia assumir uma fuga espontânea

Foi forçada, sem saída, sem jeito, sem mérito
Desistir não era a palavra, era começar a persistir

Em meus próprios desejos ter uma vida melhor
Um amor que cultivasse em campo fértil, mesmo que em terreno virgem, desconhecido

Não sentia que ganhava em nada, por nada, por ninguém
Me perdia, me acabava, me esgotava, me apagava

A página em branco e as malas jogadas fora...
Foi pra dar ao novo uma chance mais que real: concreta.

As falas eram só reforço das ações, não eram mais só palavras contraditórias..
Não era mais confuso, nem esquizofrênico, muito menos prisão

A liberdade real não está na nomenclatura, em conceitos, em caixas novas.
A liberdade real está em viver, em deixar viver, em fazer mais que dizer.. deixar ser.