segunda-feira, 9 de novembro de 2015

How wonderful life is while you're in the world.

Como é bom voltar a sentir as coisas. 
Sentir as cenas, as pessoas, mesmo sem estar pertinho delas corporalmente, de poder olhar nos olhos.

Como é bom voltar a ter lágrimas de alegria, de tristeza, de uma emoção qualquer. 
Parece muito simples, mas deveras importante (ao menos pra mim).

Como é bom voltar a (me) sentir.

Go back to feeling myself, my colors, my internal music, my little and great shine. It is personal. It is for and from me. The beauty is this. No one can steal this. That is it. It just... wonderful.

São talvez só pequenos momentos, mas onde se respira e onde me alimento. Quase uns lapsos da realidade. Um lugar onde eu ouço muito mais o canto dos pássaros do que a meus problemas.

terça-feira, 14 de julho de 2015

A página em branco

"E eu me pergunto o que é que eu sou
Vai ver eu não sou mesmo nada
E eu me pergunto o que é que eu fiz
Vai ver eu não fiz mesmo nada
Eu penso tanto em desistir
Mas afinal, não ganhei nada"

Aquele que foi pra nunca mais...
Quem dizia que era tudo mas tratava como se fosse menos que nada.

Não fiz nada que deveria..
Eu só queria.. E me impedia, estadia: prisão

A vontade de durar me perseguia
Não conseguia assumir uma fuga espontânea

Foi forçada, sem saída, sem jeito, sem mérito
Desistir não era a palavra, era começar a persistir

Em meus próprios desejos ter uma vida melhor
Um amor que cultivasse em campo fértil, mesmo que em terreno virgem, desconhecido

Não sentia que ganhava em nada, por nada, por ninguém
Me perdia, me acabava, me esgotava, me apagava

A página em branco e as malas jogadas fora...
Foi pra dar ao novo uma chance mais que real: concreta.

As falas eram só reforço das ações, não eram mais só palavras contraditórias..
Não era mais confuso, nem esquizofrênico, muito menos prisão

A liberdade real não está na nomenclatura, em conceitos, em caixas novas.
A liberdade real está em viver, em deixar viver, em fazer mais que dizer.. deixar ser.



terça-feira, 16 de junho de 2015

ele não mora mais ali

ele mudou de casa
na verdade, a mãe dele mudou de casa, consequentemente ele, quando voltar para a cidade, também vai mudar de casa..

o problema não é ele ter mudado de casa, é não saber onde ele está
e o problema não é ele.
é ela.

onde será que ela está?
pra ela que eu não consigo sorrir, ser educada, gentil, normal.

e ele mudou de lugar.
mudou de casa.
minha casa mudou.

tantos aqui abriguei que nem sei se cabe a conta.
paixões, amores, rolos, pegação.
admiração intelectual, admiração de estilo, de ideias, de energia.. de atitudes...

tanta gente mora
tanta gente já morou em mim..
engraçado que essa 'morada' é como revisitar a casa onde já se morou..
o corpo é a casa.
e se meu corpo habitaram..
é como se em cada cômodo houvesse uma memória ali..
meio apagada, quase esquecida...

mas o cheiro as vezes volta
as imagens de pessoas na casa agora vazia..

novas pessoas, novos móveis, novas coisas, novas vivências preenchem o vazio
aos poucos, as vezes nem tão devagar..

aquela espera as vezes não desejada de querer alguém que não vá, que fique a morar..

o legal é perceber onde queremos morar.
dentro de nós, nos outros, nas nossas ações, nas nossas memórias, no nosso presente, no nosso passado...

o passado é muito grande pra caber no presente.
as coisas vão mesmo.. querendo nós ou não.

habitemo-nos.
desabite-se.

o ciclo sempre repete.. a espiral nos leva a lugares especiais.
observe.

mesmo porque, ele não mora mais ali.