terça-feira, 23 de setembro de 2014

O Medo Básico

Sabe aquele medo que todo mundo tem? De ser rejeitado por algo ou alguém que gosta, admira ou respeita muito?

Eu tenho um medo dentro de mim, que respeita a esse medo básico, só que com o acréscimo de uma pitada de passado, pra variar, me impedindo de viver um bocado o meu presente.

Será que tem limite de amor pra se sentir, pra compartilhar, pra segurar dentro de si?
Será que isso uma hora explode também? Que a barreira se rompe? Que o respeito e o acolhimento alheio possa ser tão grande em si mesmo que nos convença contra nosso próprio temor?

Até que ponto será que o temor vale a pena ser cultivado?
Por segurança, quais coisas será que perdemos no caminho?
Qual o limite que separa a segurança da burrice?

Quantas histórias deixaremos de viver em sua plenitude por conta dessa desculpa?
Até quando essa segurança será mais forte que o interesse em viver?

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Própria nudez própria

Apropriação. Propícia. Pró. Pífia. Ínfima. Má.

Assim como algumas nudezes de corpos.. as de alma também são bonitas. Ou feias.
Depende muito dos olhos de quem vê. Se gosta de cores, se não gosta, se gosta de fumaça, se não. Se gosta das curvas ou das linhas mais retas. Se gosta do gosto ou se não.

Cores. Texturas. Ausência de cor. Vida. Emana. Imita. Perde. Se perde. Pode. Empoderar.

Caminhando para o apoderamento da própria liberdade. Qual caminho melhor seguir? Qual o mais fácil? É para ti o mais prazeroso ou só o mais fácil? É prazeroso porque é fácil? Ou se torna fácil porque é prazeroso?