terça-feira, 5 de agosto de 2014

Noite estrelada

Este final de semana acabou de passar e foi uma das coisas mais lindas que já vivi. Tanto comigo mesma quanto com outro alguém. A companhia respeitosa e que presenteia a cada encontro, a cada segundo de estância.

Convidei-o para uma volta na praia. Uma pentelhice sem fim: “vamos na praia?”, eu pulando e saltitando no chão, enquanto ele esparramado preguiçando ainda deitado na cama. “Vamos na praia!?”, entre risos e espreguiçamentos, ele saltou da cama e colocou uma camisa. “vamos”. E fomos. Caminhando já de noite pelo condomínio.. ele, pés descalços, eu, chinelos.

Chegando lá, o espetáculo inesperado. As estrelas no céu quase invadindo o mar, deserto de pessoas e de barulhos. Um abraço, aquele olhar, aquele céu. As estrelas brilhavam mais lindamente do que das que eu conseguia observar na roça, onde morava quando criança.

O mar ali na frente, calminho, brincalhão, água sempre sendo algo brincante pra mim. “Vamos ver como está a água”... Ele foi caminhando em direção a areia molhada, fomos molhar os pés um pouco mais. As ondinhas maiores vieram, ele saiu correndo, eu fui atrás, não queria molhar a roupa, ele não queria esfriar o corpo. Alguns gestos e cenas nos retornam a infância de um jeito bem engraçado. Em minha cabeça me vieram às lembranças de quando ia em direção às ondas, pulando uma por uma, e depois saindo correndo, fugindo delas para não me alcançarem. A brincadeira não era essa, não era uma brincadeira, mas bem que parecia.


A lua estava iluminando bem, apesar de não ser noite de lua cheia. Ele queria que estivesse mais escuro para poder enxergar melhor as estrelas; já eu, estava feliz por poder enxergar bem os olhos dele. 

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