segunda-feira, 26 de maio de 2014

now you see

Existem pessoas que nos machucam, mas por gostarem, se importarem conosco, é tocado pela dor causada.

Tomadas pela culpa, tristeza, reflexões intensas, internas, secretas, pedidos de desculpas aparecem e na sinceridade de um gesto de carinho para completar as palavras, para que não se tornem vazias.

Já outras pessoas, também nos machucam, dizem também gostar e se importar, porém não são tocada pela nossa dor, pela dor causada.

Tomadas pela indignação, pelo orgulho, memórias sombrias, feridas antigas, não são tomados pela tristeza  ou pela culpa, são tomados pela indiferença, que é pior do que a revolta.

Com o tempo passamos a nos tornar um paradoxo. Existimos, porém não existimos. Só é difícil quando queremos existir e não podemos, e quando descobrimos a impossibilidade a dor vem, ela sempre vem.

Abrir os olhos é sempre doloroso. Enxergar a realidade muitas vezes deixa marcas tão doloridas quanto o próprio fato da realidade ser uma realidade.

Apesar disso.. vale a tentativa: mudar, sair do seu lugar, sofrer, mas para sofrer menos depois. Aprender, caminhar, mesmo que só (porém bem acompanhado de si), não carregando alguém que não te sente existir. Ser esse paradoxo dentro de uma relação machuca e muito.

Abra os olhos.

domingo, 25 de maio de 2014

Valorizo


Se eu pudesse mostrar o que você me deu, eu mandava embrulhar...
não chamaria de meu... melhor forma não há, pra salvar um amor..
então preste atenção, ou me faça um favor..
vem, me faz um carinho, me toque mansinho..
me conta um segredo ou me enche de beijo

depois vai descansar.., outra forma não há,
como eu te valorizo, eu te espero acordar..
se eu ousar te contar.. o que eu sonhei..
pode até gargalhar, gostaria de ver
melhor forma não há, pra provar meu amor
eu te presto atenção, com ouvido e calor...

vem, te faço um carinho, eu te toco mansinho..
te conto um segredo, ou te encho de beijo
depois vou descansar, não vou te acompanhar 
espero que entenda, e venha, te faço um carinho
te toco mansinho, te conto segredos e te encho de beijos
depois vou descansar, venha me acompanhar, espero que entenda, e volte pra cá.

~adaptação da música ''te valorizo'' da Tiê~


quarta-feira, 21 de maio de 2014

Aquele mês

passou da metade
arrastando...........

não vi meu pai
aquela pessoa foi pra longe
meu padrinho faleceu
minha garganta zuou de um jeito que nunca antes..

perdi a voz. literalmente.

a nossa imediates com a vida e a estagnação com a morte as vezes seduz nosso corpo
a adoecer.. pegar uma parte de morte pra si
pra renovar, renascer, recomeçar

não é tão fácil como outrora foi..

uma agonia interna, uma ventania externa..
tudo parece bagunçar, mas está tudo em seu lugar
o meu é que não enxergo.

em casa, no outro, em mim.
as referências são as mesmas e, ao mesmo tempo, mudaram tanto em apenas cinco anos..

cinco anos

uma existência particular. experiência singular, se afastar do mundo, do familiar, se aproximar, se afogar de si; poder mergulhar nos piores pesadelos, medos, desejos e gozar dos melhores sonhos e anseios.

tempo talvez de relembrar....
porém, sem reviver.

terça-feira, 13 de maio de 2014

As mãos..




Da certa delicadeza e aparente fragilidade com aquele leve toque de fortaleza...
Da maciez e segurança. Da insistência e cuidado. Da presença.

Entre tantas histórias e detalhes, se faz o instante que preciso.
Das histórias malucas e das reações adversas...

A confiança que se faz a cada passo, da falta de costume ou do simples temer de algo.
Gostar de alguém é sempre o desconhecido. Depois de um tempo vira mistura.

Olhar de um, segurança de outro, um quebra cabeça e mais uma pitada de singularidade
que faz tudo ser diferente do que alguma vez foi. O que faz continuarmos.

Se descobrir melhor do que conseguiu ser um dia, se descobrir no outro é a delícia de conviver a dois.
Conhecer a memória do outro no outro, se inserir enquanto memória fresca, como se lá do jardim.

Temperar cada amanhecer ao lado, com detalhes de olhares novos sobre o mesmo.
O mesmo que sempre muda e te convida a mudar também, junto e perto. Gostoso viver assim.