sexta-feira, 4 de abril de 2014

Fuck the distance!!



Quando o coelho branco quebra tudo e despedaça a gente em tantos pedaços e esconde cada pedacinho em um universo diferente para nos deixar confusos dentro da gente mesmo. Perdidos em algum pedaço de nós.. Cheio de nós, cheio de falta, de vontades, saudades esparsas, desejos..

A cada palavra dita, a cada som, a cada conversa, a distância faz o tempo parar. 
A vontade de estar perto irrita, perturba, incomoda. 

Quando o gostar vai além do que tudo que já conheceu e ao mesmo tempo aquele medo de não ser nada do que imaginou ser. Melhor não imaginar. Eu prefiro é sentir. Sentir o agora, sentir o presente, o castigo, a náusea, a raiva, a vontade, os impulsos, os freios...

Eu prefiro viver e viver com quem a gente gosta é mais gostoso do que tentar viver outra coisa e não viver direito essas outras coisas. Não dá certo, já tentei. A culpa me tomou por inteira, a estranheza tomava conta do meu corpo impulsionando afastamentos cada vez mais intensos. 

Dizer o que mais me retrai e me faz ir aos extremos de expressões corporais, internas, expressas de forma mais sincera e clara possível tem ajudado em não ser mais uma em alguma história com fim. Essa tem fim nos dias em que acontece, e nela mesma se faz infinita, do seu jeito. Sem pensar no depois, no amanhã, nos meses seguintes, nos próximos vinte anos... trato de viver..

A falta me irrita. E ninguém pode fazer muita coisa por mim. Sinto falta, mas não me sinto sozinha. Eis a grande e estupenda diferença. É uma falta que tem valido a pena sentir, mesmo sendo no extremo de dificuldades. A companhia vale a pena, o sorriso e todo o resto compensa. 

Pra esperança ser a última que morre.. onde e quando será que ela nasce? Da morte dela todos falam.. mas do seu nascer...





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