sexta-feira, 28 de março de 2014

Pesa(r) dela

Quando o sonho indica que o pesado é nosso, no pesadelo. Quando acordo com vontade de abraçar alguém, de chorar, com o choro na garganta e a angústia no peito, os olhos perdidos no meio da escuridão da noite, da madrugada, ou no pequeno clarear da manhã..

Ele então acordava toda vez que eu me mexia na cama, quando tinha pesadelos ele estava lá, pelo menos nessas horas, estava, era só colocar os braços em minha volta. Resolvia. Me acalmava. Não precisava de muito esforço para estar, mesmo com sono, mesmo sem estar direito nessa dimensão dos acordados, dos despertos. Foi uma das pequenas vezes que a falta veio e logo se esvaiu. Prefiro estar só do que estar sozinha com outro que deveria não me fazer sentir só, mas não consegue.

Quando acordamos e na verdade o sonho impressiona tanto que invade a vida, a outra vida, a vida dos acordados. Quando as imagens são tão fortes que marcam tanto quanto uma vivência que se tem aqui, desperta. Quando tudo que se sentiu no sonho demonstra o que não queria demonstrar acordada. Quando contradiz tudo que sempre fala, que sempre fala pra si mesma, pras pessoas ao redor. Quando as emoções gritam e não se disfarça, você escancarando verdades mais profundas pra si mesma. Óbvias, mas daquelas que se quer esconder para sofrer menos.

A vida ainda está em silêncio aqui fora, os passarinhos começam a despertar, mas aqui dentro.. Tanta coisa despertou junto comigo do meu sono, que nossa. O pesadelo desperta.

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