sábado, 29 de março de 2014

Sobre o ontem e o hoje e talvez depois..

Quanto tempo você (e eu) ficamos sem abraçar, com gosto, alguém?

Qual o tamanho da necessidade, da tempestade que se faz por dentro, para haver esse pedido de um abraço?

Qual a distância do abraço que criamos e desenvolvemos durante a vida e por quê?

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Não perca tempo nem dinheiro comprando coisas que não vai usar, que vão estragar antes mesmo de você usar, gaste com viagens, vá ver as pessoas distantes, as pessoas que há tempos não vê e que você ama. Deixar para depois pode ser tarde. Aproveite! De verdade! Ame como se não houvesse amanhã, porque como dizia a música: na verdade não há.

Tem pessoas que conviveram tão pouco com a gente mas fizeram uma diferença e deixaram uma marca linda em nós, de um jeito que é inesquecível, e quando a gente perde é só saudade. A vida é feita de ciclos, alguns vão, outros ficam. Quando é a gente que fica, eles deixam uma caixinha cheia de lembranças pra chorarmos e guardar ali toda a saudade. Mas ela nunca fica só ali.



sexta-feira, 28 de março de 2014

Pesa(r) dela

Quando o sonho indica que o pesado é nosso, no pesadelo. Quando acordo com vontade de abraçar alguém, de chorar, com o choro na garganta e a angústia no peito, os olhos perdidos no meio da escuridão da noite, da madrugada, ou no pequeno clarear da manhã..

Ele então acordava toda vez que eu me mexia na cama, quando tinha pesadelos ele estava lá, pelo menos nessas horas, estava, era só colocar os braços em minha volta. Resolvia. Me acalmava. Não precisava de muito esforço para estar, mesmo com sono, mesmo sem estar direito nessa dimensão dos acordados, dos despertos. Foi uma das pequenas vezes que a falta veio e logo se esvaiu. Prefiro estar só do que estar sozinha com outro que deveria não me fazer sentir só, mas não consegue.

Quando acordamos e na verdade o sonho impressiona tanto que invade a vida, a outra vida, a vida dos acordados. Quando as imagens são tão fortes que marcam tanto quanto uma vivência que se tem aqui, desperta. Quando tudo que se sentiu no sonho demonstra o que não queria demonstrar acordada. Quando contradiz tudo que sempre fala, que sempre fala pra si mesma, pras pessoas ao redor. Quando as emoções gritam e não se disfarça, você escancarando verdades mais profundas pra si mesma. Óbvias, mas daquelas que se quer esconder para sofrer menos.

A vida ainda está em silêncio aqui fora, os passarinhos começam a despertar, mas aqui dentro.. Tanta coisa despertou junto comigo do meu sono, que nossa. O pesadelo desperta.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Certos tropeços são feito engasgos em evento importante. Daqueles que o silêncio predomina e só você se destaca, tirando a atenção do que é importante naquele contexto, desconcerta, as vezes, irrita. Por não conseguirmos controlar nosso corpo e por produzirmos algo que incomoda mais pessoas, as vezes, até as que mais gostamos.

Certos tropeços são como presentes, que nos dão reflexões importantes para uma vida melhor, para um 'eu' melhor. Conhecer-se faz parte disso. Reflexões.

Auto lá

Quando você se depara em verdades profundas e ou intensas na fala de outra pessoa, muitas vezes coisas que você sabe sobre você mesmo, mas no meio da vida ou da brincadeira, nunca parou pra admitir ou refletir sobre..

Alguma coisa que incomoda..
As vezes fere

Sempre mata alguma coisa. Outra renasce no lugar..
O lugar nunca fica vazio.. ou não por muito tempo..

Talvez seja pra isso que serve a reflexão.

sábado, 15 de março de 2014

Daquelas

Aquelas coisas que quando se vive até parece que nunca viveu antes. Mas já.

Aquelas outras que a gente precisa viver pra entender. Mas só depois.

E aquelas que a gente nunca viveu e entende mesmo assim. Ou acredita que sim, mas que não.

Tantas outras sem entender e sem querer entender.. Das infinitas realidades, oportunidades, possibilidades, alternativas.

Caminhar é um bom meio de correr atrás de tudo que já se perdeu.
Tentar correr antes de aprender a caminhar corre-se o risco de levar um bom dum capote.

Ter vergonha de caminhar não é muito sábio, nem menos comum.

Aprendemos coisas erradas para as coisas certas, perdemos muito, aproveitamos pouco. Vive-se para reaprender, achar-se, encontrar meios que nos são comuns, o prazer da satisfação, mesmo que momentânea.

Viver torna-se mais que respirar quando se aprende a experienciar.