quinta-feira, 4 de abril de 2013

Make sense

Depois de tudo e tanto
Ela apóia as mãos sobre a quina da porta da geladeira aberta, e apóia sua cabeça em cima das mãos..
olhando para baixo, com um ar de angústia leve, mas ainda angústia.

Uma ansiedade presente é constante. Leve, mas presente.
Pelo que virá, pelo que não veio, pelo que o sonho não trouxe ainda.
Depois de terno e torto, ela deposita em seu travesseiro um pedaço de céu.
Gosta de si e conversa consigo sobre as coisas.

De novo.
Novo.

Eles não imaginam. Nunca sequer nem a chance de supor algo do tipo.
O que eles não viram, não virão. Não sabem, não sentem, não entendem e não compreenderão.
É o que ela já compreendeu desde o princípio, e depois de triste e terna...

Se fez eterna no seu caminhar espiralado.
Dançando com a vida, consigo, cantando nas escadas (dê graus).
Caindo, se enrolando, estrupiando.

Caraminhola pelos livros que nunca escreveu, só esboçou.
Dentro e sempre, certo e coiso.
Tanto e nada, magina o tudo!
Imagem das nuvens prevendo o futuro.

O humor da margem ao seu suor.
Raro.
Não queria usar da palavra com C.
mas é..

caro é o que se paga com o coração.

são muitas.
mesmo.

essas palavras.
em tantas línguas e tantos tons.

Depois não digo.
Só escrevo o que não posso.
E concretizo o que me possui.

Da alma a calmaria....


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