sexta-feira, 5 de abril de 2013

Expectativa

Quando você se surpreende com suas reações, ou não-reações.
De coisas que esperou talvez a vida inteira que acontecesse, ou parte da sua vida, boa parte da sua vida..
E quando acontece... é como se fosse algo tão normal ou tão banal.. como se não fosse nada.

Triste pensar na indiferença que certos momentos podem se tornar.
Talvez para nos proteger de dor, ou talvez por simples maturamento mesmo.
Dos sentimentos, ou da saúde mental, emocional.

Controle não é exatamente A palavra aqui.
Seria mais que prudência.. é algo que não sei dizer, na verdade.

É de certa forma engraçado (daqueles termos que a gente usa, mas enfim.. não engraçado de rir) pensar que  tem coisas que talvez não eram mesmo para acontecer. E por isso mesmo não acontecem mais.

Um amigo meu me disse que não é que tenha sido burrice pensar como pensei antes, ou que tenha me enganado, ou que as coisas não foram como foram. Foram. Só são estados diferentes. O que me encontro agora e o que me encontrei antes.. ou me perdi. Enfim.

Ainda to processando essa informação. Parecia simples na hora da discussão, nessa nossa mania de querer sempre reafirmar o que já sabemos sem querer deixar margem para vir o novo do outro, mesmo que não concordemos. Estamos fechados ou nos tornamos fechados a cada ano que passa?

Essa coisa de amadurecer... Crescer, virar adulto, ter mais cabeça, ser mais responsável, saber fazer mais coisas...

De outro lado vejo grandes perdas, as vezes tão irreparáveis que ninguém nem quer olhar pra ver.. reparar.. re-parar. Parar custa caro hoje em dia, pra mandar recado para alguém que se gosta, parar para dar um abraço em um amigo porque se está atrasado para algo "importante", parar para ler um livro que te faz bem ao invés do que "precisa" para tal ou qual prova ou trabalho, parar para respirar fundo porque a calma não faz parte nesse mundo caótico e descoordenado que faz nosso corpo pirar. Parar para dizer obrigado pelo que se tem, pelo que se ganha ao invés de sempre só correr e correr atrás do que ainda não se tem, de querer conquistar o mundo que ainda não temos e talvez nunca teremos.

São tantas paradas importantes que deixamos de fazer..

Talvez uma ou outra, em um momento ou outro..

A gente arrisca pouco para quem deseja tanto.

Nisso acredito que os sonhos desistem da gente. Não somos nós que desistimos deles. Eles têm vida e vontade própria. Sabia não?

Em certos momentos me sinto um expectador da minha vida.
E penso se as pessoas ao menos conseguem parar para ter essa perspectiva. Se auto-assistir.

Assistir a vida alheia é fácil, é externo, não é preciso olhar pra dentro. A maior expectativa de todas não é com o que vem de fora, mas talvez o que virá de dentro com o que vem de fora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário