terça-feira, 30 de abril de 2013

No desenho

No desenho quando não sabemos resolver
Riscamos.

Mas e na vida?
Acho que na vida os riscos são tridimensionalmente complexos..
Como nós.. não é algo plano nem sem vida, sem cheiro, sem emoções pulsantes..

Se riscamos alguém ou algo da nossa vida, ela continua ali.
Riscada que nem no papel, mas ainda está viva..
As vezes no papel a coisa não existe mais..
na vida quanto mais riscamos, as vezes ela mais aparece.. mais ganha vida..
mais nos consome..

Ou é tudo muito parecido e não há diferença entre os dois....

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Together

Pensamento e vontade..
o quanto essas duas coisas estão interligadas..

Minha ida na gráfica foi uma lição pra essa semana:
"se você ficar levantando um monte de impossibilidades, daí pode acontecer um monte de coisa mesmo.."

e fato.
se organizar é uma coisa.
ficar obsecado com as possibilidades ruins que podem acontecer como podem NÃO acontecer..

é atrair pra si situações ruins..
pensamento é como um ímã..
por mais que neguemos algumas vontades.. as vezes o autoboicote fala mais alto..

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Wishes..

Ainda bem que os nossos desejos não se realizam todos de uma vez..
Desejamos tantas coisas ao mesmo tempo que mal conseguimos administrar o que já temos..
E o que conquistamos aos poucos do que sempre dissemos querer..

A pergunta que fica é: estamos preparados para o que dizemos querer?

quarta-feira, 24 de abril de 2013

a tempo

quero muito que não haja
o tempo
corrido

quero o tempo que escorre pelos dedos..
que derrete entre minhas mãos..
que queime minha pele..
que marque o meu corpo..

não desejo que ele se auto consuma..
não quero que se apague como a parafina de uma vela..
nem que se esfarele no ar como a fumaça do barbante que o fogo queima..

quero muito que o tempo não espere..
que a vida corra...  e percorra
não me atropelando, mas que passe por mim..
não por fora
mas por dentro

que me perfure e me desvele..
me revele..
mesmo que o tempo não revele
que o que é externo não veja, não me veja...

que o tempo persevere
em ser tempo.

espero que esteja ainda a tempo de aprender tudo
ao menos tudo que for mínimo (de se aprender com o tempo

que me resta.)

Foto: Vanessa Komatsu



Dicio

"AMOR

s.m. (lat amore)
1. grande afeição de uma pessoa à outra.
2. ternura, carinho, afeição.
3. o que sinto por ti."

terça-feira, 23 de abril de 2013

Cachoeira



Aquarela: Vanessa Komatsu


é assim porque você me toca
e ao me tocar..
me sinto viva.

lágrima que cai
despenca do alto da ondinha dos olhos..
para o chão de onde piso, tu pisas.. nós pisamos..

vós pisais..

pisemos.

as lágrimas secam.
as dores não.

Quando a vida te espreme.. é preciso..

Imagem: peguei do facebook.



Nada

Dispor
disposição

dis  posição

disparate
dispir

despedida.

desdizer
desmedida

de partir..
departir

dispersão.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ex.

Foto: Vanessa Komatsu


Desde quando ouvimos a primeira voz.

Gravamos em nossa memória auditiva para tentarmos reproduzir mais tarde: o tom, o grave, o agudo, o grito, o choro, a raiva, o amor, a delicadeza, a gentileza, o exemplo.

Desde o primeiro gesto que vemos de expressão facial.

Gravamos e tentamos reproduzir o que tanto repete a nossa volta, no nosso contexto de amor, de raiva, de vontade, de alegria, de paixão, de empolgação, de tédio, de preguiça, de luxúria. O exemplo que tentamos seguir (independente de ser bom ou ruim.. isso não cabe.. discernimento sempre vem depois da ação.. e geralmente depois da reação da nossa ação).

Desde as primeiras palavras, frases, textos, xingos, esbravejamentos, incentivos, reprovações, "não", "sim, claro", "porque não", "porque sim", doutrinas, novelas, filmes..

Reproduzimos e cada vez mais tornam-se parte de nós, de nossas vontades, nossa personalidade, nosso modo de sentir, de ver o mundo, de querer ser, dos nossos sonhos e pesadelos..  Mais uma vez: isso vem de algum exemplo externo.

Desde a creche, a pré-escola, em alguns casos: evangelização em alguma religião, catequese, que seja, desde o colégio, cursinho, faculdade e o diabo a quatro, trabalho posteriormente.. ainda recebemos e continuamos apreendendo essas informações, desde a primeira voz diferente, o diferente tom, a delicadeza, a raiva do outro, o amor do outro, o modo de amar, o modo de dizer as coisas, de demonstrar, de viver...

Desde que nascemos é esse eterno compreender dentro de nós.

De formas diferentes para cada um. (porque cada um recebe essas informações de um jeito diferente, e com um arquivo dessas informações diferente por mais que tenham frequentado os mesmos lugares e com as mesmas pessoas..)


O que não observamos com frequência é que  os exemplos somos todos nós  e assim como um dia nossos pais, irmãos, amigos, tios e tias (porque quando a gente é criança todo mundo é tio e tia) desde que começamos a nos manifestar enquanto seres humanos, a respirar, a olhar, a nos movimentar estamos sendo referência para outras pessoas, para outros seres humanos com seus próprios arquivos. Estamos sendo exemplos das pessoas com quem convivemos, com quem conversamos, falamos, encontramos...

Esperar o outro mudar sem pensar na responsa que é acreditar que não se tem responsabilidade sobre ninguém é ter falta de consciência desse processo básico na vida.. Independente se se é de amigos, de amores, de avós, de irmãos, de pais ou de colegas de trabalho: sempre somos referência de alguém, mesmo que seja no jeito de andar, de falar palavrão, de estralar os dedos, de espirrar, de não jogar lixo na rua, de sempre tentar ver o lado bom das coisas, de falar tudo que vem a mente, de aprender a silenciar no momento certo, mania de mexer no cabelo, de rezar antes de dormir, de mascar chiclete, de limpar os óculos, de dançar...

Tantas, mais tantas coisas! Que, durante a vida, aprendemos com todas as pessoas que cruzam pelo nosso caminho.. muitas que nem sequer lembramos o nome ou nunca nem chegamos a trocar uma palavra sequer.

A gratidão e a indiferença andam lado a lado, ainda mais para pequenos grandes detalhes da vida como esse.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Postais..

Foto: Vanessa Komatsu

"Estou ampliando as minhas fronteiras". Era o que havia escrito em uma das linhas tão bem quistas de um postal antigo que ela achou no meio de seus tantos pertences.. Esse, dentre tantos preciosos, um dos mais valiosos de se ter pra si. Lembranças de alguém que nunca chegou a conhecer. Lembranças que sempre quis conhecer. Lembranças de alguém que se esqueceu em algum lugar. Lembranças..... agora (também) dela.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Colores

Quando seu mundo tem o poder de colorir o dos outros...

Quando suas próprias cores te dão vida e com a vida acontecendo e algumas coisas não acontecendo... algumas cores desbotam..

Mas quando encontram outras cores, elas volta a ter o mesmo vigor de antes..

As cores são eternas.

Silenzio..

...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Paixonitescola

Como se tivesse voltado aos tempos de colégio...
Onde esperava cada semana a oportunidade de tê-lo na mira de seus olhos.. nem que fosse por segundos..
Eram os segundos dela. E guardava feito tesouro.


domingo, 14 de abril de 2013

"Que eu sou teu homem vil"

quantas sensações-lembranças cabem em uma música?
quantas histórias cabem na nossa cabeça?
e quantas cabem no coração?

Politomia

Quando os extremos de algumas situações extrapolam as bordas da dicotomia para a vida!

Algumas coisas coexistem de formas que a vida por si só não resolve, ela só te dá o problema, o quebra-cabeça completo, que você sabe que é possível, só não sabe ainda onde encaixa todas as peças... Quem resolverá um dia o problema.., se quiser, é quem sente, quem vive..

Quando a vida dá tantas voltas e mesmo assim, você não sorri para a nova chance que está tendo bem a frente. Aproveite!

Politomia pode ser solução e não problema. Tudo é questão de saber aproveitar..

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Histories

Desenho: Vanessa Komatsu



Invente uma história. Talvez ela aconteça. 

O tempo em nós.. Passando...

""Estar passando" é algo que não leve um começo, mas nem ainda um fim.
É um estado transitório. É um "agora" que se prolonga num tempo após.
O que atrasa? O que adianta?
Em relação a que ocorrem estes dois movimentos?
O que é um ínfimo instante diante da eternidade?
Com que olhos olho o que me cerca?
Com que olhos percebo a fugaz convenção de tempo e espaço? Colher, Recolher:
Dois momentos com uma percepção diferente, mas parte do movimento da vida: 
ao colher, vida pulsando ao recolher, corpo inerte...
Poderíamos viver "recolhendo pétalas da eternidade", 
num processo mícro-fotográfico, lembrando que a vida é um contínuo degustar
do momento presente, que não pode ser aprisionado ou congelado.
Na verdade, não é o "tempo passando", mas a eternidade se realizando em nós."

José de Oliveira Júnior

Das possibilidades..

A espera é só algo possível, não o mais provável.

Meça

As palavras
A quantidade
O lugar delas
A constância
A intensidade
A densidade
O espaço que elas ocupam
O poder que elas têm
O incentivo que elas causam
A sua intenção com elas
A necessidade
A negligência
Os preconceitos
Os seus direitos
Os deveres... para com... o que realmente quer que seja...


Sê.

Ser sem medidas causam obesidade constante de vícios indispostos a descansar na sua vida.
Espaço tem pra tudo nessa vida. E a medida de cada coisa nós que temos que dosar. A grandes ou a pequenos custos...

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Unless

Foto: Vanessa Komatsu


Alguém interfira..
fira...
ira..

(rá)



Perdão

Não precisa

Foto: Vanessa Komatsu

*Ali nunca anoitece
é sempre amanhecer

Egovisão leva ao erro

Quando acreditamos que temos certeza de alguma coisa que não temos de fato.

Quando o achismo sobre algumas coisas são mais fortes que qualquer outra certeza possível..

Quando os fatos não coexistem, nem sequer existem para serem comprovados, só se sente, intui, imagina no delírio de respirar o outro..

Quando o erro faz a história e a história faz a vida..

A egovisão é que faz o mundo.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Montanha russa

Quando as emoções nos surpreendem.
Quando elas nos tornam menos ou mais humanas..
Quando elas nos jogam na cara algumas obviedades que não queríamos enxergar.

Quando nos fazem (re)pensar tantas e tantas coisas que já achávamos ter pensado tudo.
Quando nos dizem coisas onde queríamos que houvesse apenas silêncio.
Quando nos gritam verdades e escancaram feridas.

Quando algumas emoções tão saudosas, outras de arrependimento..
Quando algumas estão fora do lugar e por percebermos elas fora do lugar as outras também entram na brincadeira.. bagunçam tudo.
Quando pela brincadeira das próprias de nós mesmos, acabamos na bagunça, nos perdemos no meio dela...

Quando pensamos saber onde estávamos, tão rápido não se está mais..
Quando pensava estar... Quando pensava ter.. Quando sentia ser..
Quando......?





AGORA!

Dia D

Ela pensa que hoje seria um dia interessante para enviar-se a alguém..

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Pleno


A cada segundo uma novidade..

uma novidade..

uma nova idade..

de ser, sentir...

É estar aberto para que as coisas comecem a vir...

E elas vêm!

domingo, 7 de abril de 2013

Silencia

Na dúvida é sempre melhor...

ir dançar
escrever pra si
escutar música
assistir filme
dormir
comer
sair de casa
caminhar
andar de bike
chamar um amigo
mexer nas fotos
fazer uma lista de coisas que precisam ser feitas e ir ticando item por item...




VIVER as vezes é silenciar.
e geralmente é a melhor coisa que fazemos por nós e pelos outros.

sábado, 6 de abril de 2013

Competencia cuestión

Ella tenia el costumbre de gustar do que nadie gustaba.

Oasis

embrulho
perturba
anseia
perde
caminha
arrasta
cadeira
senta
levanta
caminha
caminha
caminha
caminha
pinta
face
boca
olhos
óculos
chapéu
dança
triste
embrulha
embaraça
embaralha
embanana
embesteia
abastece
bastardo
morte
morte
morte
morte
morte
morte
morte
morte
morte
morte
morte
solidão.

Wonkavision!! ^~

No meio de tanta bagunça, de tanta coisa acumulada, no meio de tanta coisa que não serve, de tanta coisa que só serve para deixar a gente mal, no meio de tanta coisa que aconteceu, músicas que a gente já ouviu um trilhão de vezes, de fotos que vimos umas centenas de vezes, de mensagens de amigos, de autores anônimos da internet, de posts antigos perdidos pelo mundo virtual, cartas, bilhetes, diários, emails, essas coisas todas acumulando lembranças perdidas...

Relembramos.. relembrar é viver as vezes.. e quando o reviver faz renascer coisas que nos importam e nos faz gostar do que sempre gostamos em nós é que é a parte boa.. de fuçar tanto em tudo..

A gente sempre acha quando procura e o que procura.. As vezes é só uma questão de regular a visão das coisas.. Somos mais perdidos de nós mesmos do que imaginamos as vezes.. 

Se perder faz bem. Se achar também! ;)

Quando se segue o caminho




Quando não se tratam mais de delicadezas, das mesmas questões de sempre. Quando tudo muda e ao mesmo tempo, do outro lado de um mesmo lugar as coisas continuam iguais. Quando o que fisicamente era tão importante e questionável, hoje se dissolve em sensações de calmaria dispersa durante os dias. E os dias correm quando o objetivo está grudado nos olhos e o coração é que guia.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

About Lucky

Foto: Vanessa Komatsu



Raciocínio lógico

Existem certos raciocínios que eu preferiria não ter.
Ansiedade é a única coisa que consigo tirar deles..

A lógica pode estar errada, como a minha própria já foi quebrada,
mas se estiver certa... certos encontros serão inevitáveis ano que vem.
de uma forma BEM próxima e desagradavelmente obrigatória.

Quantas desculpas serão preciso para que as coisas se acalmem?
Ou quantos silêncios mais serão precisos? Quantos desvios e aproximações..
Nada responde tais questões, só o enfrentamento, involuntário que se faz forçadamente..

Resolver é preciso.. viver se torna impreciso.

Expectativa

Quando você se surpreende com suas reações, ou não-reações.
De coisas que esperou talvez a vida inteira que acontecesse, ou parte da sua vida, boa parte da sua vida..
E quando acontece... é como se fosse algo tão normal ou tão banal.. como se não fosse nada.

Triste pensar na indiferença que certos momentos podem se tornar.
Talvez para nos proteger de dor, ou talvez por simples maturamento mesmo.
Dos sentimentos, ou da saúde mental, emocional.

Controle não é exatamente A palavra aqui.
Seria mais que prudência.. é algo que não sei dizer, na verdade.

É de certa forma engraçado (daqueles termos que a gente usa, mas enfim.. não engraçado de rir) pensar que  tem coisas que talvez não eram mesmo para acontecer. E por isso mesmo não acontecem mais.

Um amigo meu me disse que não é que tenha sido burrice pensar como pensei antes, ou que tenha me enganado, ou que as coisas não foram como foram. Foram. Só são estados diferentes. O que me encontro agora e o que me encontrei antes.. ou me perdi. Enfim.

Ainda to processando essa informação. Parecia simples na hora da discussão, nessa nossa mania de querer sempre reafirmar o que já sabemos sem querer deixar margem para vir o novo do outro, mesmo que não concordemos. Estamos fechados ou nos tornamos fechados a cada ano que passa?

Essa coisa de amadurecer... Crescer, virar adulto, ter mais cabeça, ser mais responsável, saber fazer mais coisas...

De outro lado vejo grandes perdas, as vezes tão irreparáveis que ninguém nem quer olhar pra ver.. reparar.. re-parar. Parar custa caro hoje em dia, pra mandar recado para alguém que se gosta, parar para dar um abraço em um amigo porque se está atrasado para algo "importante", parar para ler um livro que te faz bem ao invés do que "precisa" para tal ou qual prova ou trabalho, parar para respirar fundo porque a calma não faz parte nesse mundo caótico e descoordenado que faz nosso corpo pirar. Parar para dizer obrigado pelo que se tem, pelo que se ganha ao invés de sempre só correr e correr atrás do que ainda não se tem, de querer conquistar o mundo que ainda não temos e talvez nunca teremos.

São tantas paradas importantes que deixamos de fazer..

Talvez uma ou outra, em um momento ou outro..

A gente arrisca pouco para quem deseja tanto.

Nisso acredito que os sonhos desistem da gente. Não somos nós que desistimos deles. Eles têm vida e vontade própria. Sabia não?

Em certos momentos me sinto um expectador da minha vida.
E penso se as pessoas ao menos conseguem parar para ter essa perspectiva. Se auto-assistir.

Assistir a vida alheia é fácil, é externo, não é preciso olhar pra dentro. A maior expectativa de todas não é com o que vem de fora, mas talvez o que virá de dentro com o que vem de fora.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Make sense

Depois de tudo e tanto
Ela apóia as mãos sobre a quina da porta da geladeira aberta, e apóia sua cabeça em cima das mãos..
olhando para baixo, com um ar de angústia leve, mas ainda angústia.

Uma ansiedade presente é constante. Leve, mas presente.
Pelo que virá, pelo que não veio, pelo que o sonho não trouxe ainda.
Depois de terno e torto, ela deposita em seu travesseiro um pedaço de céu.
Gosta de si e conversa consigo sobre as coisas.

De novo.
Novo.

Eles não imaginam. Nunca sequer nem a chance de supor algo do tipo.
O que eles não viram, não virão. Não sabem, não sentem, não entendem e não compreenderão.
É o que ela já compreendeu desde o princípio, e depois de triste e terna...

Se fez eterna no seu caminhar espiralado.
Dançando com a vida, consigo, cantando nas escadas (dê graus).
Caindo, se enrolando, estrupiando.

Caraminhola pelos livros que nunca escreveu, só esboçou.
Dentro e sempre, certo e coiso.
Tanto e nada, magina o tudo!
Imagem das nuvens prevendo o futuro.

O humor da margem ao seu suor.
Raro.
Não queria usar da palavra com C.
mas é..

caro é o que se paga com o coração.

são muitas.
mesmo.

essas palavras.
em tantas línguas e tantos tons.

Depois não digo.
Só escrevo o que não posso.
E concretizo o que me possui.

Da alma a calmaria....


Confiscar

Mais que ficar
Ou menos.. (depende do sentido)

Queria, hoje, era confiscar alguém.
Seja lá de onde for e em que momento se encontra.
Mesmo que fosse para não ter contato visual de fato.
Só para ter certeza.
A única que sempre tive ou achava que tinha.

Uma certeza boba.

Queria confiscar.
Para tirar a pessoa do contexto.
Mesmo sem saber onde colocar para depois devolver.

Sim, daria vontade de devolver.
Mal dou conta da minha vida, que dirá de outra que não estivesse comigo.
Não sou boa em The Sims.


Cronogramas

Auto-móvel.

Pesquisa. Pesquisa. Execução.
Bate ponto.
Conclui.












Descanso.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Poucos minutos que não tinha

Quando o cansaço lhe comia os dias,
devorava-lhe a vida, a descontração, o amor..

Quando o cansaço lhe tomava pelos braços
via-se entregar-lhe o próprio corpo..

Quando não havia mais tempo para si
não havia mais espaço para muito.

Quando nada havia ele apareceu. De novo.
O amor ali nunca aceito. Nunca amado.

Quando os minutos pediam o que não lhes cabiam.
Quando o tempo (alheio ao cansaço) não era ali bem vindo.

O tempo ali não se pertencia.
O cansaço bebia aos grandes goles o tempo que ainda tinha.

(silenciava)

Pelos minutos que não teve.
E as minutas que perdia.

O que ela nunca será:

Minimalista

nas suas histórias de amor.

Leva e traz

A troca
dos lugares
das coisas
das posições

O esquecimento
pela empolgação
pela dispersão
pelo cansaço

Esqueceu-se
de trazer o que se prometera
de levar o que precisava
de jogar fora o que precisava

Urgenciou
prenunciar-se
pré anunciar-se
pré maturar-se.

Inventou
o que não pudera ter
o que quis que fosse
o que ainda está. Aqui.

Certos vícios..

tentar entender tudo que não entende..

como se fosse inaceitável se não compreendesse.
e de fato é.
pra ela, pelo menos.

até o carinho, não só as coisas absurdas.
se bem que o carinho vira algo absurdo.
inaceitável
reprovável, doente, perdido, sem sentido, não coerente.


mas o carinho dela, pra ela, não é incoerente.
e quando o é para os outros, ela emburrece.

emburrece só ali?
será?

quando ela despertará para o que de bom pode receber sem questionar?
o que de graça vem geralmente de graça lhe será tirado.
desconfiança... desgraça, falta de fé.
não só em Deus, nas divindades, nos espíritos, na vida mesmo, nas pessoas, em si mesma.

falta que a falta faz.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Foto: Vanessa Komatsu



Quando ela esquecer e bailar
a vida voltará
a correr-lhe mais que em suas veias
mais que em seus pulmões
e sim no brilho dos seus olhos
na poesia dos seus lábios
e no pulsar do seu coração.

Dançar sozinha não é estar só.
Dançar acompanhada de si mesma é sempre a maior das alegrias.

Be stronger! (be strong, but calm down first!)


Foto: Vanessa Komatsu


Ninguém, ou quase ninguém mostra o processo das coisas.
Quase ninguém o percebe, nesse meio cotidiano, fissurado pelas respostas imediatas, pelas novidades, pelo resultado.

Nem quem reclama não ver o processo consegue sequer 5 minutos do seu tempo (sempre tão corrido e esse corrido tão corriqueiro) para ouvir, compartilhar, partilhar, participar, absorver, observar qualquer processo que seja, sem ser o seu próprio, se é que o percebe.

Será que ao menos percebemos e nos damos o direito de perceber nossos próprios processos?
Ou como Cronos que devoramos (ignorando, fazendo inexistir de alguma forma o que está ali, ou tenta estar) o que tememos ver..
A ansiedade é um veneno quando extrapola o natural de ser.. e diga-se de passagem, cada vez mais comum..

O amor antes de ser à outro, existe no nosso auto-olhar?

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Baseado em mintas


"1 de Abril. O dia que todo mundo fala suas maiores verdades e justifica o peso delas com a data. Não minta pra você mesmo!" R. F.

E aqui. Hoje. ("só hoje")
Tudo que for postado... uma mentira.

Se eu soubesse mentir.. 

não sei.

não disse. disse?


'e digo da humildade e o sou.

e da honestidade e gentileza.
pratico-a.'

O que mais pratico em mentiras o que gostaria que fosse em mim
verdade?

Foto: Edith Derdyk