quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Pensamentos pós-filme

Fonte: google imagens




Na verdade gostaria que as reflexões durante filme estivessem aqui, vivas e frescas.
Mas como o ar que livre, foram com as várias sensações do filme..

Amar.
Um tema tão batido, tão falado, sempre comentado.

É tão difícil senti-lo de fato.
Difícil não de ser difícil senti-lo, pois é a coisa mais linda que pode acontecer a uma pessoa, por mais que não correspondido. 
Difícil no sentido de ver acontecer. A maioria das relações que tive ou vejo acontecer a minha volta são relações de sensações e sentimentos outros, entitulados ou confundidos com amor.

Amar é uma dádiva! Felizes são aqueles que amam! E como!
Primeiro porque estão inteiros, porque assim conseguem se doar sem se subtrair.
Segundo porque amor, diferente do que dizem, é consciente, não se ama quem não te interessa, quem não te faz nada ou não diz nada interessante. 

Amar faz com que vençamos obstáculos.
Enfrentar verdades, dividir pesos, processar rancores, passar por cima de atos falhos e ações desmedidas que talvez desastrosas se não fosse o amor.

Com amor vamos longe.
E podemos encaminhar e incentivar os amados a irem longe também, conosco ou não.

Amor nos dá coragem! Não pra brigar por brigar, mas brigar pelo que acreditamos! 

Amar nos dá um norte.

Temos para onde ir. Estamos onde precisamos estar.

Quem ama sabe do que estou falando, porque amante uma vez, sempre amante!
E não digo amante de sexo, nem do amor doentio e maléfico, mas amante de quem ama, se é que já não ficou óbvio no meio deste texto simples e explicativo.

Amar não indica posse. Amar é algo que se compartilha!

Amar não prende, amar liberta! Por isso a ausência do medo e a certeza de que não importa o que acontece ou vai acontecer, porque já está acontecendo! Amar não é pensar no futuro ou reviver o passado, é viver e respirar, expandir o presente! Porque VIVER o AMOR é magnífico! Algo mágico, porém real! Acredite se quiser! Acontece! E é incrível!

Amar não cobra, não julga, não reprime, amar nos faz incentivar, estar sempre a disposição, colocar coisas delicadas de forma igualmente delicada mesmo que for em forma de bronca.

Amar nos faz ser diferentes, porque estamos em condição de cuidar e queremos cuidar do nosso ser amado.

Ser humano, com defeitos, com qualidades incríveis, com humanidade.

Amar nos faz pensar... E com isso sermos mais cuidadosos. 

E é bom saber também que amar não nos torna perfeitos, mas em condições de assumirmos os nossos próprios defeitos e lidar melhor com eles. 

Amar e não ser correspondido gera certa dor. Não é legal não ter quem se ama por perto. Não poder ter, querer se iludir por um tempo pra ver se o amor brota em alguma brecha de segundo.
A espera se torna cansativa. Mas amar não cansa.
É preciso saber conviver. Com o "não". Com o que nos tem a oferecer. Estarmos satisfeitos.

Há escolhas. Sempre há.

Eu escolhi me doar.
Quando se ama e se exercita amor, não tem do que se arrepender, fizemos porque quisemos.

Fiz por amor e nada além disso, não para receber amor, mas para doar, dar o amor que senti porque jorra tanto pra fora, nas ações, nos olhares, nos gestos...  Que... Só não vê quem não tem olhos mesmo pra ver ou coração são pra se perceber, senti-lo por perto.

Amar é algo perceptível. A ausência também.

A gente sabe quando ama. Não tem como não saber, não se nega, não tem como negar, não se resume às declarações faladas ou escritas. Não é paixão. É diferente. Amar preenche, não nos sufoca.

E não importa quantos "eu te amo's" são ditos, escutados, quem ama sabe. Não é preciso palavras. Os gestos dizem por si só. Nosso corpo nos entrega, nossos gestos falam por nós. Nossas posturas frente ao outro. É possível se enganar, mas não ser enganado.


Amar não cobra. Retribui.

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