segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Admiração

Foto: Vanessa Komatsu


Admira-me MUITO as pessoas que mantém seus blogs, seus flogs, seus cadernos, seus escritos, que conservam a memória das coisas.

Sendo assim, me admiro também, confesso. E porque auto admiração deveria ser entendido como excesso de orgulho? Acho que na verdade, nem se trata aqui de orgulho.

Talvez de respeito, a meu ver.
Respeito pela memória das coisas.
Pela história das coisas, porque aconteceu.

Escritas erradas para estar na moda, fotos estragadas, poses indecentes, escritos que não lhe cabem mais agora, falta de amor à vida, falta de inspiração, excesso de piração talvez e não das melhores energias ao se ler um texto ou outro.

Mas não acho justo queimar as coisas para tirar os vestígios.

A não ser que faça parte de um rito de passagem real, não fictício. Que não seja desconto de qualquer raiva ou frustração. Que seja algo pra se viver, vivenciar de fato, sentir, passar.

Costumo jogar o que não me serve mais.

Guardo as coisas, admito que guardo muitas coisas.
Mas é por um certo trato que fiz comigo para evitar cometer grandes futuros erros:

O do julgamento pela falta de memória.

Esquecer o que fiz e fui um dia e julgar apontando o dedo para os meus próprios defeitos de outrora. Gosto de lembrar o que fiz, como fiz, porque fiz, como me sentia, porque me sentia, cada pedaço de dor, de alegria...

Gosto!

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