sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Far away



Quando se toma distância demais de alguém
Você passa a não mais enxergá-la, você enxerga ou acha que enxerga o que você lembra dela
Mas não é mais ela, é a memória de alguém.
É como pegar uma foto de bebê e acreditar que 17 anos depois ainda é um bebê.

Quando nos distanciamos muito do objetivo em comum
muitas vezes perdemos o sentido, a razão, e muitas vezes até sentimentos
Quando os valores se alternam, porque alguns sentimentos mudaram de lugar
Desgastes básicos de fome, dor, sono, cansaço...

Desgastes psicológicos ou emocionais.. nos distanciam ainda mais
Como lidar com o outro sem lidar com a gente mesmo?
Impossível. Não se for algo saudável..
Trabalhar social é nos auto-trabalhar..

É construir, é renovar, é aprender..
começar do zero todos os dias, uma nova chance, um novo olhar
sempre coisas novas, nem sempre boas de primeira vista
mas se passar os olhos de novo.. há de encontrar..

Um sorriso, uma lição.. uma possibilidade de se transformar..



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

When

Foto: Vanessa Komatsu


Quando as coisas menos importam é quando elas mais importam.
Importam dos outros os que nos carece.
Não a carência-doença, mas a carência saudável, a que não se deve perder nunca.
A sede do outro, a vontade de conhecer, de desvendar, de encantar, de cantar, de ser.
De ser junto ao outro, de poder, poder estar, simplesmente.

A liberdade as vezes é considerada espontaneidade de gestos, expressões.. palavras ditas, escritas, pensadas..

Quando estas não mais.
Nada mais.

Done

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ansiedade ruidosa

Foto: Vanessa Komatsu




Não gosto do som da cidade.
Me causa uma ansiedade exagerada.

O som da cidade é desrespeitosa aos meus pensamentos.
Ele grita, ele não fala, não respeita horários, não descansa, mas cansa.

O som da cidade não tem pausa, não esvazia, mas causa vazios.
O som da cidade paralisa, desumaniza, não são seres vivos.

São motores mecânicos de todos os tipos, ou quase todos.
São e não são. Transtornos...

Só criando mais ruídos que passa a sensação.
Fazendo parte da massa de ruídos, sendo incluso mesmo que forçado.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Mesmo que discorde

Foto: Cauí Oliveira


Nem sempre é só Sol
a nota, acorde
que acode muitas aflições
numa manhã de sol..
que faz clarear 
faz com que acorde
para o que está 
não pelo futuro. 

é mistura
das melhores cores
não para todos
mas para indivíduos
mistura de gente
de preferidos.

mesmo que discorde
ou que se queira discordar
são coisas que como palavras
num poema qualquer
aqueles poemas de minuto
que vêm num passo vão-se em outro
mas que existem,

não se negam
são coisas que se tenta fingir
que não houve
nada mais se ouve,
nada mais se vê,
nada mais vive.

é tudo aquilo.
e é aquilo só.
é só 
e é solitário ser só
quando é só aquilo
que ecoa.
mesmo que discorde



quarta-feira, 4 de julho de 2012

das maiores saudades..



"eu nunca mais te vi.

você sumiu


de você mesma."

Calle




Sophie...

Calle.

"outras"
"outras"
outras...

o que te toca na vida real?
e o que te toca na vida virtual?

o que te comove no que não lhe é real, mas faz parte de você?
o que te move no que é real e faz parte de você?

o que te remove?
mudanças, talvez?

términos.

passagens.

"outras"

"outras"

ele dizia. disse duas vezes. voltou a vê-las.

(guardar segredos não é da nossa geração, já dizia um professor meu de literatura.)

e as vontades voltam, não de fuga. PROTEÇÃO.


a sensibilidade rasga cartas e histórias
quando tocada de maneira brusca e imprópria

como criança que quebra o pianinho ao descobrir que bater nele faz sair som..

eles nunca deixam de amá-la.

sempre disseram isso a ela?

sempre disseram isso a ela.



nunca a deixarão

sábado, 23 de junho de 2012

pedaços



Guardar e organizar
Reposicionar
Recolocar
Reorganizar

as pequenas coisas
as melhores
mesmo que pequenas

Juntas..
tem mais força

sexta-feira, 22 de junho de 2012

às cegas

De olhos fechados as vezes seguimos um caminho
que a ideia nos guia.

quando essa ideia se esvai..
o caminho nos deixa..

ficamos sozinhos.


recomeço

todo fim é um recomeço.

Suposições preventivas importantes



E se você nunca mais visse quem você mais ama..?

Que valor o que não foi dito ganha?

Que importância o que tem sido feito recebe?

Em que lugar ela estaria....?




segunda-feira, 18 de junho de 2012

Preto

Antes talvez excesso..
Preto é excesso de cores, misturadas, juntas

Não se percebe cor da cor
só se vê pretidão

O escuro que desorienta e dilui
todo e qualquer sentimento

Talvez o fim?
Despedidas que casam, palavras que se ausentam
Faltam

Saudade de um abraço
Ferida por um passo

quinta-feira, 14 de junho de 2012

desvios..



A gente sempre tende a arrumar meios para não sentir dor.
A busca pelo prazer é incessante.
As vezes até o amor é colocado em segunda mão.
Para parar de sentir dor a gente até odeia quem ama, mesmo que passe.
Dor de saudade, de solidão, de alguma falta..
Dor das emoções.. que são tantas.
E o meio mais fácil de dissipar a dor é convivendo com ela.
Mesmo a fuga sendo inevitável, tem hora que vale a pena o desafio.


terça-feira, 12 de junho de 2012

Avesso

(by tumblr)


Como enamorar-se do avesso?

Tem jeito isso?

Gostar de si?
Morar em ti
Caber em mim...!

'Pra transbordar é preciso estar cheio'

Cheio de quê? O que precisas trasbordar?
Que lado da moeda, ou cogumelo, vc vai lamber?

O que te faz crescer? Ou diminuir? Hein, Alice?

Te domina o Ódio, amigo da dona Tristeza?
Ou te consola o Amor, amigo do Tempo?

O Tesão que te falta em dia de céu limpo fez sua alma suja chamar alguma dor.
Vá dançar.

Do avesso.

Esquece tuas etiquetas de fora e sê feliz. Mesmo do avesso.

Aceite

sexta-feira, 8 de junho de 2012

da cadeneta de 2010


"Eu tirei parte do meu
amor por ti e guardei
numa caixinha. Não
sei se será você a pessoa
a descobrí-la."

quarta-feira, 6 de junho de 2012

certas tristezas..

somos tão apegados a certos sentimentos..
que a gente não conta pra ninguém, com medo que passe.

(By tumblr)

terça-feira, 5 de junho de 2012

climatizo

o inverno não chegou..
tem o outono pra dar entrada..

e já que é pra ser frio..
vamos climatizar..

vamos ao inverno..
invernizar..


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Atraso

Não era só você
Sozinho com seus atrasos

Certas músicas também
demoram...

A acontecer
A aparecer...

Pra eu poder cantar
e tocar, pra você.

domingo, 20 de maio de 2012

wait

Menino que vem
Esquece de ir embora
Diz que ainda não tem
O que, em mim, ainda demora...


quinta-feira, 17 de maio de 2012

desapego

by Michelle Liz Gribin



Tenho lido a respeito disso faz uns meses.
Leituras que acabam chegando até mim, como se elas me buscassem.
E pensar que tenho trabalhado a questão da memória.
O tanto que nos apegamos a certas coisas, pessoas, situações para que a memória se mantenha viva.
Fechamos a porta de tantas oportunidades ao nos limitarmos ao conhecido apenas.

Nem sempre o que é o mais seguro é o mais saudável.

quarta-feira, 16 de maio de 2012


Foto: Vanessa Komatsu


Da primeira dor
o indício de que as coisas não caminhavam bem
Da insistência fez-se ferida
que hoje, com cuidado, se cura


sexta-feira, 11 de maio de 2012

terça-feira, 8 de maio de 2012

Processo complexo

Esse negócio de ser humano
É não ter a lógica que gostaríamos, as vezes, de ter.
Preciso é, esquecer certas coisas, forçar que aconteça esse esquecimento.
Mesmo que seja natural.

Muito esforço para esquecer.
Quando terminamos de esquecer, começamos o esforço para lembrar.

E nisso, claro, modificamos muito do que era. Mas enfim.. complexo..

Pensar nisso me faz crer em burrice..
E talvez a minha maior seja minha própria intolerância para comigo mesma nesse processo todo, que sempre novo, incomoda.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

tentAtivas



As vezes, quando acho que estou fazendo diferente e certo.
Quando páro pra ver o que que eu já fiz, está tudo errado de novo.
Tem que desfazer e tentar de novo, novamente.


terça-feira, 1 de maio de 2012

Ridiculeza

Tumblr alheio


Acho engraçada essa sensação de se sentir ridículo quando demonstramos, mesmo que pouco, estar apaixonado...

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Curve_líneas

tumblr alheio


Porque as vezes parece difícil. até mesmo impossível de se chegar ao outro lado.
Em meio a tanta tensão pra tantas coisas racionais para resolver, a fruição de nossas qualidades mais naturais ficam deixadas de lado e quase que atrofiam devido a tanta tensão jogada em cima delas.
Quando forçadamente, sem opção ou intuitivamente relaxamos, as coisas voltam a se mostrar mais cabíveis para nós e nossos olhares mais dignos de serem humanos (como nossas limitações e tempos diferentes) e por incrível que pareça, já estamos do outro lado.

terça-feira, 17 de abril de 2012

tão bom..

recomeçar...

Sol(i)dão

tumblr alheio


Tic Tac




o tempo pede pelo corpo
presente

presenciar o próprio corpo
se presenciando

ausência de corpos gera a falta de tempo
para ter tempo pra si...

porque sozinho
solzinho interno não brilha

e nos dão a dor que nos cabe,
dolorida, incomoda os compromissos

que adiamos, adiáveis, odiáveis
o que fazer com o tempo pra nós?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

roubada do tumblr alheio..


E o que eu costumava dizer para ele..
Que estamos acostumados a ver as coisas ruins como coisas ruins, e só.
Esquecemos de olhar para os outros lados das coisas ruins, nem sempre o que é ruim é só ruim.
Como por exemplo podemos aproveitar um dia ruim para refletir algumas várias coisas.
Dias ruins todos temos, defeitos também, os outros não são diferente da gente..
São gente igual, com seus problemas e felicidades particulares.

É importante saber ter no olhar a mobilidade que temos em nossos ombros.. 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Parâmetros..

tumblr alheio


quando recordar o que já sabemos
recolocar no lugar as coisas que tiramos para tirar o pó
das prateleiras de nós mesmos
gera reforma íntima, a tanto dita...

não precisa ser tão sofrida se soubermos que existe um lugar
para cada coisa que tiramos do lugar..
mesmo que tenha sido para ir para o lixo, reciclável ou não.

e que as que ficaram tem um porquê de estar
aqui. no agora, presentes, mantidas, guardadas
recolocadas no lugar de sempre ou num lugar novo

o importante é não esquecer que devemos ser o centro
e deste centro existem vários ao nosso redor
e que existe uma força maior, uma energia incrivelmente boa e gostosa
que nos permeia a vida, o olhar, a respiração, os sentires

não perder a fé de vista
não jogar fora os sonhos com o lixo
e não esquecer que o amor existe
isso sim, é importante!

Despertar, despetalar..

Foto: Vanessa Komatsu foto do filme "Penélope"



Quando se sente rejeitado pelo mundo fica difícil aceitar.
Aceitar o quê? Tudo que possa vir para confiar.
Entregar o tesouro e o perder, mesmo sabendo que o que vale mesmo a gente não perde.

Falta apoio, apelo, apalpes, apreço, apêndices, abrigo.
Amigo que longe, distancia do abraço possível.
Falta o cafuné que o colo não mais permite pelos quilômetros entre.

Não sorrir é pecado para o que está para vir.
Mas a sinceridade para com quem convivemos, a honestidade emocional, vale?
Aceitação, começa onde? Dependências, drogas, química, abstinência, doença, mental, vício.

Quem sabe qual a cura que possui dentro de cada potinho humano?
Descobrir é no conviver.. 

A menina da escada..



Ela então olhou para a foto do menino que gostara em outros tempos..
"Mas se nós nos gostávamos, por que não ficamos juntos?"

E continuo na escada, onde cantou, como em um refúgio, chorou e guardou-se.
Recordou de coisas que não podia mais caber naquele espaço pequeno das memórias.
Explodiu em cinzas onde outrora havia cores, simplificou, calada, as palavras já distantes.

Não podia pedir-lhe nada, nem saborear mais o amor de antes.
Queria poder esquecer ou simplesmente não lembrar, mas nada parecia assim tão simples..
Viver tornou-se difícil depois de ter se fundido à escada.
Levar a escada consigo para pensar parecia-lhe próprio, propício para seus momentos de solidão.

Longe do chão, gostava de assim caminhar, não importava dificuldades, superava.

a imagem já diz tudo


tumblr alheio

Paralelas

deveriam não se encontrar...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

caminhar

as vezes, apontar o caminho não é apenas estender o braço
é ir caminhando junto, mesmo que a outra pessoa não repare

quinta-feira, 5 de abril de 2012

voyage...

tumblr alheio


viajar.
mochila
mala
coisas dentro
muitas coisas dentro
sapatos
vestidos
biquini
protetor solar
tênis
meia
calça
meia-calça

maquiagem
prendedor de cabelos

muito amor
paixão
carinho
alegria e energia

bora lá!

domingo, 1 de abril de 2012

Fringe

tumblr alheio


Porque assistir esse seriado me consola um bocado.

Pensar que em algum universo paralelo meus amores deram certo.

Que em algum deles eu vivo com o meu último e ainda tão atual amor em sentires.
Vivendo com ele feliz, talvez morando perto, junto, namore e estamos bem.

Que tudo que sonhamos um dia, os sonhos palpáveis, não os exageradamente utópicos e ideais, mas todos os mais ao alcance.. Que deram certo em alguma outra linha de tempo, em algum lugar estou com ele, caminhando de mãos dadas, cantando, tocando qualquer canção já batida, nossa. Suspirando de amores por ter sido e continuar sendo o amor da minha vida.

Eu sei, ideia boba essa, não é mesmo? Mas quem disse que amor não nos dá asas? E que o fim dele tem que ser depressivamente triste? Sonhar ainda me alimenta a alma. Acreditar nas coisas possíveis na imaginação talvez ajude a caber na vida o que não pudemos realizar..

sábado, 31 de março de 2012

"Porque rir é o melhor remédio"



Já dizia a sessão da revista "Seleções"

but...

as vezes rir, não é o melhor remédio apenas, mas o único remédio...

existem casos.......
deixa os casos pra lá..

bora lá?
que hoje tem Improváveis! *_*

domingo, 25 de março de 2012

A-DEUS



Um nãoDeus
Um não mais endeusamento do que é ou foi

um tchau definitivo, fictício para alguns..

forte para outros

dona zica.

tudo bica.

tchau, urucubaca!

pedaços

"As grandes ideias são como as grandes paixões, elas não morrem, ficam guardadas, esperando a hora de existirem outra vez" seriado Mulher Invisível.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Quando

by tumblr alheio


Quando deixa
Quando a deixa
Quando deixará de fazer falta

Quando o tempo passar tanto
Quando ele deixar pra lá
Quando ela entender

Quando o desentender for maior
Quando o desencontro acontecer
Quando o dia deixar de amanhecer. Igual.

A saudade dela dele
A saudade dele dela
A saudade

A lembrança forte nela
A lembrança fraca nela
A esqueçansa.. porque cansa só lembrar.

A memória não sustenta tudo
A memória não sustenta a ausência
A memória não tem tempo pra se ausentar

A ausência não sente a dor
Nós a sentimos.
E pra deixar de sentir.. o "quando" que há de vir.

Chegar(à)

terça-feira, 20 de março de 2012

Quem dera..

tumblr alheio

Quem dera a caixa bastasse.
A caixa que fala não falasse tanto.
A caixa aqui não falasse em voz alta ressoando no crânio, as vezes, parecendo oco.

Uma voz alta de tristeza saudosa
De uma vontade contida
De uma despedida que não acontece nunca

De algo que não vai
Que não fica
Que não sai

Que não sabe
Que simplesmente, menos do que perderia, mais do que precisaria
Eis os desejos, os contidos, não foram guardados na caixa

por isso passeiam pela minha vida.

domingo, 18 de março de 2012

Daquele...

Tumblr alheio

Daquele jeitinho...
Veio dizendo da vida..
Resmungos.
De um jeito meio desengonçaado..
dizer que a vida não era justa suficiente..
Que a vida não se ajusta ao seu deleite

Ajusta 
A justa
da justiça que não se lista
A vida basta!

Andiámo!

Wishes

are secrets..



=x

sábado, 17 de março de 2012

Felicidade

Peguei do facebook


Quando a felicidade é tanta que os joelhos vão ao chão, as mãos juntas, as lágrimas de emoção, agradecendo pela vida, para Deus, para o universo, pelas pessoas e por mim mesma estar me proporcionando tudo de bom que tem me acontecido nesses tempos maravilhosos!

Obrigada, você, que participa desse meu momento!

sexta-feira, 16 de março de 2012

O sono as vezes chega quando você não está.

As vezes, acreditar na mentira que criamos é mais fácil do que acreditar na verdade do outro.

e as vezes, apesar do riso, a vontade de chorar é imensa.

Falar coisas pertinentes nem sempre é pertinente!

Algo pra se pensar...

Um dia..

google images


Quero ser uma das, e estar viva para ver acontecer mais.
Ser uma das pessoas que devolve em flores a violência apresentada.
Responder com carinhos onde a guerra quer se instalar.

E não fugir, encarar o carinho do outro quando a minha guerra se fazer presente.
Na resposta da minha guerra, aceitar o carinho do outro.
Fundamental. Um dia eu chego lá. 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Auto percepção

E o ano começa assim

Mais forte do que nunca!

Engraçado reparar em coisas em nós, que nos outro nos incomoda tanto.
Coisas que se for parar pra pensar depois de uns 5 minutos, nós fazemos, e como isso é chato projetado pra gente, pra fora da gente, nos atingindo.

Efeito espelho

Funciona que é uma belezura, minha gente!

Da doença

Artista: Takato Yamamoto


Da dor
Da tristeza que acompanha
Do luto que se vive

De alguma coisa constante
Porque sempre algo morre para outra coisa acontecer
Mesmo que seja o 'não-acontecer'

A doença.
Que parte da dor.
Que não parte a tristeza.

Mesmo no estado quente do ambiente
é preciso buscar o calor do próprio corpo.
É preciso suar para estancar a febre, a própria doença.

Eis a nossa própria doença.
Eis a nossa própria cura:
Eis o espelho no outro, nós mesmos.

Que de tão contínuo e integrado que é,
pois é parte, não pedaço em separado,
quase passa imperceptível.

Imperceptível por parecer pequeno diante dos acontecimentos,
diante dos nossos aconteceres, ou mesmo do outro,
mas se for pensar, só acontece porque existimos.

Não somos tão pequenos assim,
mas por nos conduzirem essa ideia, acreditamos.
Se fôssemos mesmo tão pequenos nada de grande aconteceria.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Sobre a nova

Não lembro a origem..


Sobre a respiração.

Da obra. Do espaço em branco, do espaço de ar na pintura, no espaço, o ar que circula por entre a obra no espaço.

O respiro.

O "tempo" entre namorados, para "respirar", a gente pede esse tempo. Falta esse Espaço. Esse vazio, essa baixa, esse nada, essa parte da lombada. "Não é assimétrico", como disse a profa.

Respira-se. Pira-se e não se respira mais. Depressão, angústias, medos, pavores, temores, stress, correria, aceleramento, agitação, cobranças, neuroses, traumas, susto, tensão.

O corpo pede um respiro. Tranquilo, calmo, normal. "A respiração se adapta", ela disse.

Sobre o quê? Para quem? Por que motivos?

Não paramos pra pensar, paramos pra pensar para conseguirmos respirar, com tranquilidade ao menos uma vez por dia. Mas nas questões que nos fazem respirar de um jeito frenético e não-natural, não pensamos ao certo.

Como saberei?




Que estou pronta para..?

Que é isso mesmo?

Testar?

Tentar?

Arriscar?

ou esperar mais um pouco? Ter mais certeza..? Mais firmeza e coração....?

Porque dar uma de louca pode não dar certo now... Mesmo eu sendo parte assim e gostando disso.

sábado, 10 de março de 2012

Da dor

do Tumblr de alguém



Parece que tem horas em que ela consome meus sentidos...

Às vezes, a tristeza vem, mas esquece de trazer suas lágrimas junto.
Acumula.

E falar da dor não parece amenizá-la, nem removê-la de mim.

Tanta coisa.. tantas..., tantos...

E aqui o céu chove, como que compartilhando da minha tristeza nisso tudo. Agora.

[Mas são só momentos melancólicos de uma vida inteira de coisas boas e talvez nada fáceis de conquistar...]

sexta-feira, 9 de março de 2012

Auto convite

do Tumblr de alguém..




Não dá mais pra brincar de discordar só pra ter o que falar.
Só pra se relacionar, como que pedindo pra poder participar.

'Me deixa entrar na roda, me deixa dançar junto.
Me convida, me chama, me inclua...'

Agora me afasto, me excluo e me reincluo na minha própria vida, procurando por alguém que me convide sem grandes insistes de nenhuma parte.
E me convidando... a entrar.. continuo... a cultivar, a cativar! 


Viagens

Foto do filme "Albergue Espanhol"



Entrar no ônibus onde tudo começou, onde tudo terminou, pra mim.
Ouvir as músicas que já diziam do fim, as lágrimas não tiveram outra vez. Aconteceram.

E em meio a várias pessoas desconhecidas, chorei meu luto de passagem.
E de passagem vieram a digestão mal digerida de mil coisas que não foram.

A aflição de não poder, mais.
Saber, perguntar, questionar, estar, participar, comunicar, partilhar, precisar.

Não ter mais os braços pra apertar a parte de cima, não ter mais os dedos certos, nem sempre delicados.
Sentir o que ficou de um modo intenso e vivo. Vermelho gritante. Azul ameno.
Sangue e água. Dor e cura. A dualidade da vida em horas de viagem.
De volta pra casa, algumas questões....

Continuar a enxergar o máximo que conseguir.
Expandir consciência, de mim, de mim no outro, do outro em mim...



"Eu já não sei bem aonde vou
Mas agora eu vou." (eis a música: Mais que a mim - Ana Carolina e Maria Gadu)

quinta-feira, 8 de março de 2012

Renascer...


Porque temos a chance de renascer a cada despertar.
A cada dia, um dia novo pra reinventar o que nos é preciso.
Sobrevivência é algo interessante de se pensar.
Mas pensar na sobrevivência da criatividade, da individualidade, dos gostos, das práticas que nos atraem..
Isso se torna fundamental para.



Não é apagar o que se viveu de ruim. Fica, marca, faz parte de nós. Quem não tem problemas?
Mas é escrever por cima e aproveitar do risco que aparentemente não deu certo no papel.
É construir em cima do que temos. E temos o suficiente.

Não basta o primeiro passo.. Depois precisamos dos próximos..

é uma caminhada, afinal... andantes, mesmo que cadeirantes, pela vida, da vida, na vida.

Every day.
A single day.

Vontades...

De ainda mil presentes!

De poder presentear as pessoas que mais gosto com as coisas que acho mais importantes as pessoas terem contato...

Seja um sorriso, um olhar diferenciado, um carinho, um cafuné, uma antiguidade, uma música, uma dança, uma noite, uma madrugada, conversas deliciosamente intermináveis, desenhos, canções, flores, cartões, cartas, um livro, um bilhete surpresa, uma manhã, um despertar, um cantar, um beijo carinhoso, um abraço, uma dança, uma visita, um almoço, um filme..

As vezes me dá vontade até de um novo amor...

Mas por hora basta curtir os amigos o máximo que eu puder!

E retirar meus sorrisos e felicidade do armário... Antes que mofe e ninguém mais queira! (Ô, dó! rs)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Cuidado com a 'única história'

"A única história cria esteriótipos
E o problema com esteriótipos não é que eles sejam mentiras, mas que eles sejam incompletos.
Eles fazem uma história tornar-se a única história.
(...) A consequência de uma única história é essa: ela rouba das pessoas sua dignidade.
Faz o reconhecimento de nossa humanidade compartilhada difícil. Enfatiza como nós somos diferentes ao invés de como somos semelhantes. "

Chimamanda Adichie
Sabe aquela coisa incrível, mas breve?
De encantamento, por alguém ou algo, uma situação única?
Que deixa uma coisa gostosa no peito?

Quando você acha que se aproximou?
E quando você volta, simplesmente é como se nunca tivesse passado por lá...?

Então. Bem isso.


(print screen do filme "Albergue Espanhol")




domingo, 4 de março de 2012

E...

Desenho e Pintura: Vanessa Komatsu





"Você vai ser muito feliz!
É só acreditar na vida"

Dona Felicidade - Trem da Alegria! ^~

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Pintura: Vanessa Komatsu





Sem P

Sem adereços
Sem roupagem extras...
Sem grandes estilos marcantes..

Sem os brincos na orelha
Sem seus vários furos

Ela disse a outra:
"Ele superestimava minhas qualidades"

Nudez precisa, precisada, premeditada, praticada, praticamente praticante, prudentemente pelada de pêlos púbios e penas pretas com partes pintadas de potes pacatos de pedidos e petições pagadas com prêmios perdidos por precisarem de pés no pendente pólen da puberdade perdida em palavras pobres e pequenas.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Alive

Porque viver é ir atrás do que acredita! Independente das barreiras.
Enfrentando as consequências, errando, sofrendo, aprendendo e acertando.

É issaê! ^~

Convenções sociais

Eu não acredito nelas.
Não gosto nem um pouco de ignorar certas coisas para ter que vivê-las.
Detesto, pra dizer a verdade.

Pedir desculpas por coisas que eu não me arrependo de ter feito.
Dizer que foi errado quando achava que era o certo a se fazer.
Reaver coisas que são as que eu mais acredito verdadeiras
Em prol da velha e boa e falsa convivência entre pessoas pra não ser só, talvez.
Uma falsa, uma farsa de companhia inventada, acreditada, debitada, debilitada, doente.

Colorido Seco.

Tudo serve para se manter a ordem por fora, mas e por dentro?
O que realmente é, geralmente fica em segundo plano, raramente importa, porque, hoje, o que realmente importa são as aparências. Mas as pessoas se esquecem constantemente que as aparências enganam.

Corpo Opaco.

Release

Quando volto a reler certas coisas...
Não minhas.

Me deparo com meu engano.

De ter achado o que não achei.
De ter perdido, sendo que nem achei.

De ter falido, falhado.
Estar fadado a minha própria fantasia feita de detalhes do que é real.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Cinemeando

Misto de cinema e perambulando.

Cinema.
Mãe
Faz tempo
Duplo
Seguido
Sozinha
Paulista
Cinema




Entendi.


Eu

Minha mãe

Cinemeando

In_box

Foto: tumblr alheio

Demorei um tempo para acostumar com o seu corpo, com o seu toque, com seu jeito de me acalmar.

Demorei um tempo para aceitar seus carinhos, seus abraços, seus afagos, seu refúgio, sua fortaleza.

Mostrei a minha e fui embora.

Onde ficou meu (seu)/ seu(meu) amor?




Naquela caixa?
Maybe.

Amorium

Devia haver uma língua universal para o amor.

Que não diferisse entre homens e mulheres, nem entre pessoas de signos diferentes, nem nada do tipo, nem idade, nem tamanho, nem humor.

We

We never know.

..e à essa hora, nesse contexto: 'know' me lembra neve, que está perto da palavra "never", deve ser por isso_

domingo, 26 de fevereiro de 2012

parte III:

Ele queria sua amizade. E só.

Ela queria seu amor e ficou só.

parte II:

Das flores que tanto esperava, ela mesma se deu.

parte I:

Ele se abriu quando ela partiu

Toda vez




Toda vez que ela vinha lhe falar sobre seus posts, suas falas, seus gestos...
Dizendo ter entendido!
Dizendo ter visto que ele o fez pra ela!

Ele inventava na hora um "é, você percebeu"
Mas não era pra ela, ela sempre o soube.
Ficava esperançosa de um olhar dizendo que ela havia descoberto!
De que ela era esperta, mas com beijos, com carícias, de "sim, meu amor"

Toda vez esperava como que pelo olhar do outro na varanda do apto.
Ele nunca olhou. Até hoje, ainda que por vício, observa a varanda sempre vazia deste outro.

Era sempre muita dor e pretidão. Não havia espaço para colocar suas cores.
Tampouco seu preto, havia bastante já. Do outro.
O seu teria que ser do outro para poder se compartilhar.
E assim foi.

Não foi.

Nunca aconteceu.

Mas toda vez foi assim.
À espera. À espreita de algum retorno.
Que fossem poucos, mas que fossem.
Não vieram.

O tempo passou, o tempo mordiscou seu amor.
Toda vez o tempo a lhe acompanhar.
Tentou ser macio onde mais a espetava.

E a saúde piorou. Não enxergou o que mais estava à sua frente.
Pois costumamos enxergar apenas o que nos convém para o momento.
Seu choro secou, sua dor aumentou, enlouqueceu.

Se internou nas férias, num lugar de direito, seu.
Sempre seu.
Só seu.

Se curou.
Toda vez.

Nenhum remédio havia funcionado como na última vez.
Talvez a última tenha sido a primeira.

Porque não queria



Falava no seu idioma.
No idioma dos tolos.

Falava difícil porque não queria ser entendido.
Dentre tantos, ele.
Dentre ele, tantos.

Outros que não ele, mas dentro dele, tantos.
Personagens, características, fantasias, sonhos.

Bauzinho cheio de metáforas de si mesmo.
Máscaras que caíam e mostravam-lhe mais máscaras a desvendar, explorar..

A máscara principal ficara protegida, no social.
Na escola, no colégio, no cursinho as coisas mudaram.

Faculdade nem pensar. Estudara errado a vida toda.
Havia investido tanto numa coisa tão insuficiente para a sua própria vida.

Triste lembrar, chances perdidas.
Talvez ganhou outras por causa dessa perda talvez pequena. Talvez grande.

Amor e romances nunca fizeram parte de seu cenário de vida.
Sua postura sempre social, ereta, gramaticalmente correta, impecável com espinhas no rosto.
A mocidade perdida. O ridículo de que se orgulhava tanto.

Cansado. Perdido. Achado em meu texto.
Canto pra acalmar toda chance de perda irreparável.
E que com esse canto, pare toda possível dor maldosa de querer acontecer.

Sê!

Foto: Vanessa Komatsu


Vai pro mundo!
Vai sem fundo!
Vai com tudo!

Sorria depois: das besteiras, das falhas, dos riscos, do perigo!
Que passa: a dor, o ridículo, a vergonha e qualquer tristeza...
Que lembramos, quando recente, quando presente.

Impulsos de pisar na água que vem
Como do mar que chama
e que depois brinca de se afastar, ou você corre dela que vem atrás de você.

Sorrir pelas bobeiras da vida.
Por ter ido, tentado, visto que não era o que se pensava, e rir.
Rindo a toa pelos enganos que a vida traz..

Vergonha que nos perfura. "Oops"

Florescem oportunidades o tempo todo!
Saber ter cuidado ao colher a flor certa antes de tirar da terra.

Antes de tirar da terra!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Estudiando..

Doce - doze en español/ coisas com sabor com açúcar em português ou mesmo um elogio.

Once - onze en español/ or one time in english!

inspiration

Imagem: não sei de onde retirei.


E a inspiração daquele se foi
Pois não era aquilo que queria dizer ao mundo.

O que lhe tinha mais valor escapou por entre os dedos,
como água de torneira, corrente, escorregadia..

Sempre soube não o ser, se frustrou ao olhar pra si.
Ver que não era aquilo, que queria pro outro.

Frustração maior foi ver que não era aquilo
que queria pra si mesmo.

Como fumaça que levita... Foi dançante
pra outro lugar, que não mais irreal pra ele mesmo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mais uma caixa

Trabalho: Michelle Liz Gribin


que fecho com pertences..

De quem não mais pertence... à um "aqui-agora".

Contemporâneo. Presente. Tempo e lugar.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

two fingers: uma homenagem

Foto: Lucas Rennó

A felicidade se mede com dois dedos. Há quem saiba a distância entre um dedo e outro.


Porque olhar pra trás não precisa ser ruim.

Soon

Como aviso no cinema..

E falando em filme, é como uma grande e talvez não tão longa despedida.

Pedaços de lembranças e sensações que me aparecem durante os filmes que assisto.

Ficam as coisas que aprendi. E nada além disso.

Despejo ao vento para um lugar bem longe, onde alguém talvez precise e queira.

Aqui, não mais. Espero ser um nunca mais.

Auto respeito. Nessas horas parece não existir coisa melhor.

tired, but fine

cansada e com saudade de não sei exatamente do que.

olhos vermelhos, não de chorar, mas de cansaço.

talvez no sonho o choro que calo em vida
como a prece que, simples, acontece em meus olhares e sorrisos.

o carinho das pessoas, a atenção, o compartilhamento
a troca, a compreensão, a ajuda, a boa vontade

as coisas que me aparecem assim, como presente...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Pensamentos pós-filme

Fonte: google imagens




Na verdade gostaria que as reflexões durante filme estivessem aqui, vivas e frescas.
Mas como o ar que livre, foram com as várias sensações do filme..

Amar.
Um tema tão batido, tão falado, sempre comentado.

É tão difícil senti-lo de fato.
Difícil não de ser difícil senti-lo, pois é a coisa mais linda que pode acontecer a uma pessoa, por mais que não correspondido. 
Difícil no sentido de ver acontecer. A maioria das relações que tive ou vejo acontecer a minha volta são relações de sensações e sentimentos outros, entitulados ou confundidos com amor.

Amar é uma dádiva! Felizes são aqueles que amam! E como!
Primeiro porque estão inteiros, porque assim conseguem se doar sem se subtrair.
Segundo porque amor, diferente do que dizem, é consciente, não se ama quem não te interessa, quem não te faz nada ou não diz nada interessante. 

Amar faz com que vençamos obstáculos.
Enfrentar verdades, dividir pesos, processar rancores, passar por cima de atos falhos e ações desmedidas que talvez desastrosas se não fosse o amor.

Com amor vamos longe.
E podemos encaminhar e incentivar os amados a irem longe também, conosco ou não.

Amor nos dá coragem! Não pra brigar por brigar, mas brigar pelo que acreditamos! 

Amar nos dá um norte.

Temos para onde ir. Estamos onde precisamos estar.

Quem ama sabe do que estou falando, porque amante uma vez, sempre amante!
E não digo amante de sexo, nem do amor doentio e maléfico, mas amante de quem ama, se é que já não ficou óbvio no meio deste texto simples e explicativo.

Amar não indica posse. Amar é algo que se compartilha!

Amar não prende, amar liberta! Por isso a ausência do medo e a certeza de que não importa o que acontece ou vai acontecer, porque já está acontecendo! Amar não é pensar no futuro ou reviver o passado, é viver e respirar, expandir o presente! Porque VIVER o AMOR é magnífico! Algo mágico, porém real! Acredite se quiser! Acontece! E é incrível!

Amar não cobra, não julga, não reprime, amar nos faz incentivar, estar sempre a disposição, colocar coisas delicadas de forma igualmente delicada mesmo que for em forma de bronca.

Amar nos faz ser diferentes, porque estamos em condição de cuidar e queremos cuidar do nosso ser amado.

Ser humano, com defeitos, com qualidades incríveis, com humanidade.

Amar nos faz pensar... E com isso sermos mais cuidadosos. 

E é bom saber também que amar não nos torna perfeitos, mas em condições de assumirmos os nossos próprios defeitos e lidar melhor com eles. 

Amar e não ser correspondido gera certa dor. Não é legal não ter quem se ama por perto. Não poder ter, querer se iludir por um tempo pra ver se o amor brota em alguma brecha de segundo.
A espera se torna cansativa. Mas amar não cansa.
É preciso saber conviver. Com o "não". Com o que nos tem a oferecer. Estarmos satisfeitos.

Há escolhas. Sempre há.

Eu escolhi me doar.
Quando se ama e se exercita amor, não tem do que se arrepender, fizemos porque quisemos.

Fiz por amor e nada além disso, não para receber amor, mas para doar, dar o amor que senti porque jorra tanto pra fora, nas ações, nos olhares, nos gestos...  Que... Só não vê quem não tem olhos mesmo pra ver ou coração são pra se perceber, senti-lo por perto.

Amar é algo perceptível. A ausência também.

A gente sabe quando ama. Não tem como não saber, não se nega, não tem como negar, não se resume às declarações faladas ou escritas. Não é paixão. É diferente. Amar preenche, não nos sufoca.

E não importa quantos "eu te amo's" são ditos, escutados, quem ama sabe. Não é preciso palavras. Os gestos dizem por si só. Nosso corpo nos entrega, nossos gestos falam por nós. Nossas posturas frente ao outro. É possível se enganar, mas não ser enganado.


Amar não cobra. Retribui.